
Urochloa humidicola
Semente de Braquiária Humidicola Incrustada
Tolera solo encharcado e de baixa fertilidade. A escolha para áreas de baixada, várzea e terrenos com drenagem ruim.
R$ 628,80
R$ 62,88 por quilo
Pedido a partir de 50 kg: combine sacos de 10 kg e 20 kg.
Pague com Pix, cartão de débito ou crédito em até 10x, pelo Mercado Pago.
- Sementes com laudo de germinação e pureza
- Semente incrustada, com melhor distribuição no plantio
- Enviamos para todo o Brasil
Sobre a Humidicola
A Humidicola resolve o problema das áreas que outras braquiárias não suportam: baixadas, várzeas e solos com drenagem deficiente ou encharcamento periódico. Também tolera bem a baixa fertilidade. Forma pastagem de crescimento estolonífero, com ótima cobertura de solo e boa resistência ao pisoteio. O valor nutritivo é inferior ao da Marandu, então costuma ser destinada à cria e à recria mais que à engorda intensiva.
Guia de escolha e compra
Guia da Braquiária Humidicola: para baixada, várzea e solo encharcado
A Braquiária Humidicola (Urochloa humidicola) é a forrageira indicada para a parte da fazenda que as outras braquiárias recusam: baixada, várzea, beira de curso d'água e qualquer solo com drenagem deficiente ou encharcamento periódico. Também tolera bem baixa fertilidade, o que reduz a dependência de adubação pesada para formar pasto. Forma cobertura estolonífera densa, resiste ao pisoteio do gado e é a base de muita cria e recria na Amazônia e no Brasil Central. O ponto de atenção é o valor nutritivo, mais baixo que o da Marandu, por isso ela costuma ficar melhor na cria e na recria do que na engorda intensiva. Se a área é seca e bem drenada, ou se o objetivo é ganho de peso rápido em pasto de alto padrão, existe opção melhor no catálogo. Se o problema é água parada, a Humidicola é o ponto de partida. Compre com laudo de germinação e pureza, em sacos de 10 e 20 kg, com entrega para todo o Brasil.
O que é a Braquiária Humidicola?
É a Urochloa humidicola (sinônimo Brachiaria humidicola), gramínea forrageira de origem africana, estolonífera e decumbente, introduzida no Brasil em 1965. No país também é chamada de quicuio da amazônia, espetudinha ou capim agulha, e é a base de pastagem em áreas de baixada de todo o Brasil Central e da Amazônia.
Segundo a Embrapa CPATU (Documentos 20, 1983), a Brachiaria humidicola é originária do leste e sudeste da África tropical, onde ocorre naturalmente em áreas relativamente úmidas; outros autores citados no mesmo documento registram origem na Zululândia, no nordeste da África do Sul. A introdução no Brasil aconteceu em outubro de 1965, em Belém (PA), a partir de material coletado na África e multiplicado antes nos Estados Unidos.
A partir daí a cultivar se espalhou rápido pelo trópico úmido brasileiro, sobretudo porque tolerava bem a cigarrinha-das-pastagens em uma época em que essa praga dizimava áreas inteiras de Decumbens. Hoje a Humidicola é vendida como semente comum, ao lado de outras cultivares do mesmo grupo, como a Llanero e a BRS Tupi, que têm origem e comportamento um pouco diferentes entre si.
Para que finalidade e qual rebanho a Humidicola é indicada?
A Humidicola é indicada principalmente para cria e recria de bovinos de corte em área de baixada, várzea ou solo mal drenado. O valor nutritivo é inferior ao da Marandu, então ela raramente é a primeira escolha para engorda intensiva ou para rebanho leiteiro de alta produção, que exigem forragem mais rica.
O papel principal dela na fazenda é ocupar um pedaço de terra que outras braquiárias não aguentam: solo encharcado periodicamente, beira de açude, várzea de rio ou fundo de vale. Nessas áreas, a alternativa muitas vezes não é 'Humidicola versus Marandu', é 'Humidicola versus terra improdutiva'.
Como pastagem de manutenção, ela funciona bem para categorias com exigência nutricional mais baixa: vaca seca, novilha em recria lenta, garrote em fase de crescimento. Para lotes que precisam de ganho de peso rápido, o ideal é reservar essa área para cria e recria e destinar a terminação a um pasto de valor nutritivo mais alto, como Marandu ou Piatã.
A Humidicola exige solo fértil?
Não. A Humidicola tolera baixa fertilidade e acidez melhor que a maioria das braquiárias comerciais, e nos ensaios revisados pela Embrapa CPATU teve exigência de fósforo, potássio, magnésio e enxofre inferior à de Decumbens, Brizantha e Andropogon gayanus.
A Embrapa CPATU (Documentos 20, 1983) reúne dados do Centro Internacional de Agricultura Tropical mostrando que, nos llanos colombianos, a Humidicola precisou de cerca de metade do magnésio que Decumbens, Brizantha, Andropogon gayanus e Panicum maximum exigiram para atingir 80% do rendimento máximo. O mesmo documento não encontrou resposta significativa da espécie à aplicação de enxofre em experimentos de campo em diferentes regiões do trópico úmido brasileiro.
Na prática, isso permite formar pasto de baixada com investimento menor em adubo. Uma fertilidade mínima no plantio acelera o estabelecimento e prolonga a vida da pastagem.
A Humidicola aguenta solo encharcado, e como ela se sai na seca?
Sim, essa é a principal razão para escolher a Humidicola. Em ensaio da Embrapa comparando cultivares de Brachiaria humidicola com a Brachiaria brizantha Marandu sob alagamento contínuo do solo por 10 dias, a Marandu se mostrou altamente suscetível a esse estresse, enquanto as cultivares de Humidicola sofreram queda bem menor na produção de massa seca.
No mesmo ensaio, o índice SPAD, que indica o teor de clorofila da folha, praticamente não mudou nas duas cultivares de humidicola testadas sob alagamento, mas caiu de forma significativa na Marandu. A conclusão do estudo é que a espécie Brachiaria humidicola tem tolerância relativa ao alagamento do solo claramente superior à da Marandu, o que confirma na prática o que já se observa em campo: em baixada e várzea, a Humidicola segue produzindo onde a Marandu perde vigor ou morre.
O forte da Humidicola é o excesso de água, e é para esse extremo que ela deve ser escolhida. Em áreas que alternam seca forte com encharcamento, observar a área por uma safra inteira ajuda a decidir quanto dela vai para a Humidicola e quanto fica com uma braquiária de terreno drenado.
A Humidicola pega cigarrinha e outras pragas?
A Humidicola tolera o ataque da cigarrinha-das-pastagens (Deois spp., Zulia spp. e Aeneolamia reducta, principalmente) sem sofrer dano grave na maioria das infestações. Somente sob densidade muito alta de ninfas a pastagem perde qualidade e produção, situação registrada em algumas áreas do Pará.
Segundo a Embrapa CPATU (Documentos 20, 1983), a tolerância da Humidicola à cigarrinha foi um dos motivos da disseminação rápida da espécie no trópico úmido brasileiro, numa época em que grandes áreas de Decumbens haviam sido destruídas pela mesma praga. O mecanismo é tolerância, não resistência: a planta é atacada, mas normalmente não sofre dano relevante até certo nível de infestação. Em Silva (1982), citado no mesmo documento, somente infestações de ninfas acima de 250 por metro quadrado chegaram a causar prejuízo relevante, e o inseto adulto passou a causar dano significativo a partir de 120 insetos por metro quadrado.
O mesmo documento registra que, em algumas regiões do Pará, sob infestação em torno de 320 ninfas por metro quadrado, a Humidicola não voltou a rebrotar depois do ataque. Um estudo mais recente da Embrapa-CNPGC (Comunicado Técnico 56, 1998) também classifica a Humidicola comum como boa hospedeira de cigarrinhas-das-pastagens, junto com a Llanero. Na prática, o manejo recomendado é monitorar a pastagem nos anos de alta pressão da praga.
Como plantar Humidicola: época, profundidade e quantidade de semente
O plantio deve ser feito no início do período chuvoso da região, em solo bem preparado, com a semente coberta a poucos centímetros de profundidade. A quantidade de sementes por hectare depende do valor cultural (VC) do lote, informado no laudo de germinação e pureza, e do método de plantio usado.
O cálculo da taxa de semeadura parte do VC do laudo (germinação multiplicada pela pureza) e da meta de sementes puras viáveis por hectare para a condição da área. Como referência, a Embrapa recomenda, para a BRS Tupi, cultivar do mesmo grupo Humidicola lançada mais recentemente, de 4 a 5 kg/ha de sementes puras viáveis, plantadas entre 3 e 5 cm de profundidade, com semeadura entre outubro e fevereiro; com o VC do seu lote, você converte essa meta em quilos de semente por hectare.
Antes de plantar, vale corrigir e preparar o solo conforme análise, mesmo em área de baixa exigência de fertilidade, porque um bom estabelecimento inicial reduz falha de estande e entrada de planta invasora.
Como manejar a pastagem de Humidicola depois de formada?
A referência da Embrapa para a BRS Tupi, cultivar do mesmo grupo, é lotação contínua com altura média de pasto entre 10 e 15 cm; a Humidicola comum se maneja de forma parecida, por ser uma planta de crescimento estolonífero e baixo porte, com ajustes conforme a categoria animal, a época do ano e a oferta de forragem.
A planta forma touceiras com estolões que cobrem bem o solo e resistem ao pisoteio, o que ajuda a segurar a pastagem mesmo em área que fica alagada por período curto. Em contrapartida, sob pastejo leve e crescimento rápido, cultivares do grupo Humidicola podem apresentar tendência ao acamamento, segundo o Catálogo de Forrageiras da Embrapa; pastejo um pouco mais intenso na primavera ajuda a evitar esse problema.
Como o valor nutritivo é médio a baixo, principalmente à medida que a planta envelhece, vale evitar descanso longo demais entre entradas de gado: quanto mais nova a folha, melhor a qualidade da forragem oferecida ao animal.
Humidicola ou Llanero: qual escolher?
As duas toleram encharcamento e baixa fertilidade porque pertencem ao mesmo grupo botânico, mas a Llanero teve tolerância ao alagamento ainda maior que a Humidicola comum em ensaio da Embrapa e apresentou proteína bruta mais alta em pastagem testada com equinos. Na Selegram, a Llanero ainda sai mais barata por quilo, o que costuma pesar na decisão.
No ensaio de alagamento contínuo já citado, com a Braquiária Llanero lado a lado, a ordem de tolerância observada foi Llanero primeiro, Humidicola comum em segundo e Marandu em último lugar, bem atrás das duas. Ou seja, dentro do próprio grupo Humidicola, a Llanero levou vantagem no teste de vaso, com queda menor na taxa de alongamento foliar.
Sobre valor nutritivo, um comunicado técnico da Embrapa-CNPGC (1998) mediu proteína bruta de 8,7% e 10,9% nas folhas de capim Llanero em pasto usado para recria de potros e potrancas, valor considerado bom frente aos 6% comumente relatados para a Humidicola comum. No mesmo ensaio, potrancas em pasto de Llanero ganharam em média 70 kg em 214 dias de estação chuvosa, contra 48 kg em 192 dias registrados anteriormente em Humidicola comum sob suplementação mineral parecida. Já a Braquiária Llanero pede atenção redobrada à mineralização dos animais: o mesmo estudo encontrou teor alto de oxalato nas folhas, o que pode prejudicar a absorção de cálcio em equinos se a suplementação mineral não for adequada.
Como a Humidicola se compara com Llanero e Marandu?
Nos ensaios oficiais reunidos aqui, a diferença que mais separa essas três forrageiras é a reação ao alagamento do solo: Marandu perde vigor rápido, Humidicola aguenta bem, e Llanero aguentou ainda melhor no teste de vaso. Em fertilidade exigida e valor nutritivo, a ordem se inverte.
A tabela reúne dados de fontes diferentes: o alagamento vem de um ensaio em vaso por 10 dias, a fertilidade vem de experimentos de campo nos llanos colombianos e no trópico úmido brasileiro, e a proteína bruta vem de análises de pastagem já formada. Juntos, eles mostram por que a Humidicola e a Llanero seguram baixada onde a Braquiária Marandu não aguenta.
| Aspecto avaliado | Humidicola comum | Llanero | Marandu |
|---|---|---|---|
| Tolerância a alagamento contínuo do solo (ensaio em vaso, 10 dias, Embrapa) | Boa, com queda pequena na massa seca | A melhor das três no ensaio, com menor queda na taxa de crescimento foliar | Baixa; classificada como altamente suscetível ao alagamento |
| Exigência de fertilidade do solo | Baixa, com menor exigência de P, K, Mg e S que Decumbens e Brizantha (Embrapa CPATU) | Baixa, próxima da Humidicola comum | Média a alta, é a mais exigente das três |
| Proteína bruta na folha em pastagem formada | Em torno de 6% a 8% (Embrapa CPATU) | 8,7% a 10,9% em pasto testado com equinos (Embrapa CNPGC) | Valor nutritivo superior às duas, segundo a própria Selegram |
| Uso mais indicado | Cria e recria em baixada de baixa fertilidade | Cria e recria em baixada, com resposta animal um pouco melhor | Engorda e pasto de alta produção em área bem drenada |
Nenhuma das três vence em tudo. Para área que alaga, a família Humidicola (comum ou Llanero) é o ponto de partida, e a Marandu fica reservada para o restante da fazenda, onde a drenagem é boa e o objetivo é produção mais intensa.
Como comprar a semente de Humidicola na Selegram
A Selegram vende a semente de Braquiária Humidicola incrustada por R$ 62,88 o quilo, ou R$ 628,80 o saco de 10 kg, também disponível em saco de 20 kg, com pedido mínimo de 50 kg. O frete é calculado pelo CEP, a entrega atende todo o Brasil e o pagamento pode ser parcelado em até 10x no cartão.
A semente incrustada tem melhor distribuição no plantio, e as sementes da Selegram têm laudo de germinação e pureza: o laudo do lote traz o valor cultural que você usa para calcular a quantidade de sementes por hectare da sua área. O atendimento funciona por WhatsApp de segunda a sexta, das 7h30 às 18h, para dúvida sobre pedido, frete ou prazo.
Para projeto de volume maior, como recuperação de área de mineradora, obra ou concessionária, a Selegram atende por cotação específica na página de orçamento para obras e projetos, fora do fluxo padrão de compra do site.
Perguntas frequentes sobre Semente de Braquiária Humidicola Incrustada
Qual a diferença entre Humidicola e o capim quicuio da amazônia?
Nenhuma: quicuio da amazônia, espetudinha e capim agulha são nomes populares usados no Brasil para a mesma espécie, a Brachiaria (Urochloa) humidicola, segundo a Embrapa CPATU. Se alguém oferecer 'quicuio da amazônia' como se fosse outra forrageira, está descrevendo a Humidicola com outro nome. Já braquiarinha é o apelido da Decumbens, outra espécie, que não serve para baixada.
A Humidicola serve para ovinos?
A Humidicola é pasto de baixada para bovinos e, no caso da Llanero, também para equinos. Para ovinos, a Selegram indica capins de porte baixo, como o Capim Aruana IZ5 e o Massai, mas nenhum dos dois é planta de baixada. Se a área que alaga for a única disponível para um rebanho misto, o mais prudente é reservá-la aos bovinos.
A Humidicola serve para pasto de cavalos?
Sim, com suplementação mineral adequada. Um estudo da Embrapa-CNPGC registrou ganho de 48 kg por animal em 192 dias de estação chuvosa em potrancas mantidas em Humidicola comum com suplementação mineral. A mesma família de forrageiras pode conter oxalato em nível que exige suplementação mineral adequada para evitar problema ósseo nos equinos.
Dá para fazer feno com Humidicola?
Não é o uso típico. O valor nutritivo médio a baixo e o crescimento rasteiro, com estolões rente ao chão, dificultam o corte mecânico em comparação com gramíneas de porte ereto. A Humidicola rende mais como pasto de baixada, pastejado direto pelo gado.
A Humidicola ajuda a controlar erosão em área de baixada?
A cobertura de solo é um dos pontos fortes da espécie: o crescimento estolonífero forma touceiras que cobrem bem a superfície e resistem ao pisoteio, segundo o Catálogo de Forrageiras da Embrapa. Isso protege o solo de baixada, sobretudo quando o pastejo respeita a altura de manejo.
A adubação nitrogenada aumenta a produção da Humidicola?
A Embrapa CPATU registra resposta da Humidicola à adubação nitrogenada em produção de matéria seca, com o menor nível de nitrogênio testado já elevando a produção. Com isso, o nitrogênio vira uma ferramenta para aumentar a oferta de forragem quando a meta de produção pede mais pasto.
A Humidicola serve para integração lavoura-pecuária?
Não é a cultivar mais indicada para esse sistema. No catálogo Selegram, a Braquiária Ruziziensis é a forrageira estudada em consórcio com milho, em projetos de integração lavoura-pecuária. A Humidicola tem seu lugar garantido na baixada, fora da área de lavoura.
Fontes e limites desta página
As fontes abaixo sustentam a identificação da cultivar e os critérios técnicos citados. A recomendação final de implantação deve considerar análise de solo, clima, objetivo produtivo, laudo do lote e orientação do responsável técnico. Preço, estoque, embalagem, frete e prazo são confirmados no momento do pedido.
- Embrapa CPATU, Documentos 20: Limitações e potencial de Brachiaria humidicola para o trópico úmido brasileiro (Dias Filho, 1983)
- Embrapa Infoteca-e: Respostas de cultivares de Brachiaria humidicola e de Brachiaria brizantha 'Marandu' ao alagamento do solo
- Embrapa CNPGC, Comunicado Técnico 56: Potencial forrageiro da Brachiaria humidicola cv. Llanero (ex B. dictyoneura) para a recria de equinos (Nunes & Silva, 1998)
- Embrapa, Catálogo de Forrageiras
Revisão editorial: 29 de setembro de 2026.
