
Urochloa humidicola cv. Llanero
Semente de Braquiária Llanero Incrustada
Mesma tolerância a encharcamento da Humidicola, com produção de massa superior e melhor valor nutritivo.
R$ 210,40
R$ 21,04 por quilo
Pedido a partir de 50 kg: combine sacos de 10 kg e 20 kg.
Pague com Pix, cartão de débito ou crédito em até 10x, pelo Mercado Pago.
- Sementes com laudo de germinação e pureza
- Semente incrustada, com melhor distribuição no plantio
- Enviamos para todo o Brasil
Sobre a Llanero
A Llanero mantém a grande virtude da Humidicola, a tolerância a solos úmidos e mal drenados, mas entrega mais massa e melhor qualidade de forragem. É indicada para áreas de baixada onde o produtor quer mais desempenho animal do que a Humidicola comum oferece. Boa cobertura de solo e resistência ao pisoteio.
Guia de escolha e compra
Guia da Braquiária Llanero: mais massa e mais proteína que a Humidicola comum em área encharcada
A Braquiária Llanero (Urochloa humidicola cv. Llanero, também citada em fontes oficiais como B. dictyoneura) é uma cultivar do mesmo grupo botânico da Humidicola comum, com a mesma vocação para baixada, várzea e solo mal drenado. A diferença fica no desempenho: em ensaio da Embrapa, a Llanero tolerou o alagamento do solo ainda melhor do que a Humidicola comum, e em pasto testado com equinos entregou mais proteína bruta na folha. É a escolha para quem precisa de área que segura água parada, mas quer um pouco mais de resposta animal do que a Humidicola comum costuma entregar. Para solo bem drenado com meta de engorda rápida, o catálogo tem opções mais produtivas. A Selegram vende a semente incrustada, em sacos de 10 e 20 kg, com laudo de germinação e pureza e entrega para todo o Brasil.
O que é a Braquiária Llanero?
É a Urochloa humidicola cv. Llanero, um ecótipo do grupo Humidicola originário do Zimbábue, na África, introduzido na Colômbia em 1978 e lançado comercialmente em 1987 pelo Instituto Colombiano Agropecuário como 'Pasto Llanero', em referência ao bom desempenho nos Llanos Orientales colombianos.
Segundo comunicado técnico da Embrapa-CNPGC (1998), esse material foi introduzido na Colômbia por engano como Brachiaria dictyoneura (identificação CIAT 6133), mas análises morfológicas e bioquímicas confirmaram tratar-se, na verdade, de Brachiaria humidicola. Por isso o nome B. dictyoneura ainda aparece como sinônimo em rótulos e catálogos comerciais mais antigos, mas a identificação botânica correta é Brachiaria (Urochloa) humidicola cv. Llanero.
A disseminação da Llanero no Brasil é mais recente que a da Humidicola comum, e a cultivar se firmou como opção adaptada a solo ácido e de baixa fertilidade, no padrão dos campos e cerrados brasileiros, além da tolerância a solo úmido que já vem do grupo Humidicola.
Para que finalidade e qual rebanho a Llanero é indicada?
A Llanero é indicada para cria e recria de bovinos em área de baixada e solo mal drenado, e também tem uso documentado em recria de equinos. Frente à Humidicola comum, ela entrega um pouco mais de massa de forragem e de proteína, o que ajuda em fase de crescimento do animal.
Em ensaio da Embrapa-CNPGC realizado no Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte, em Campo Grande (MS), potros e potrancas desmamados mantidos em pasto de Llanero com suplementação mineral ganharam em média 70 kg por animal em 214 dias de estação chuvosa (320 g por animal por dia). Um ensaio anterior, nas mesmas condições de suplementação, havia registrado 48 kg em 192 dias (250 g por dia) em potrancas mantidas em Humidicola comum.
Para engorda intensiva ou rebanho leiteiro de alta produção em área bem drenada, o catálogo Selegram tem opções de valor nutritivo mais alto, como Marandu e Piatã. A Llanero fica melhor reservada para a parte da fazenda que alaga, onde o ganho é usar bem uma área que, de outra forma, ficaria ociosa.
A Llanero exige solo fértil?
Não. Assim como a Humidicola comum, a Llanero se adapta bem a solo ácido e de baixa fertilidade, característica herdada do grupo botânico e confirmada em campo nos Llanos Orientales da Colômbia e no cerrado brasileiro, mesmo sem adubação pesada de formação.
O comunicado técnico da Embrapa-CNPGC (1998) descreve a Llanero como forrageira adaptada a solos ácidos e de baixa fertilidade, no mesmo padrão dos campos e cerrados brasileiros. No ensaio semiárido de Itapetinga (BA) conduzido pela Embrapa Gado de Leite com a UESB (Ramos et al., 2022), a Llanero foi cultivada em solo Podzólico Vermelho-Amarelo de textura arenosa fraca, com adubação limitada a 70 kg/ha de P2O5 e 20 kg/ha de K2O antes do plantio, sem exigência especial em relação às demais gramíneas do mesmo experimento.
A baixa exigência reduz o custo de formação, e a análise de solo mostra se a área pede calagem ou adubação para a pastagem render o máximo.
A Llanero aguenta solo encharcado, e como ela se sai na seca?
Sim, e nesse ponto ela supera até a Humidicola comum. Em ensaio da Embrapa com alagamento contínuo do solo por 10 dias em vasos, a Llanero foi a cultivar mais tolerante entre as três avaliadas (Llanero, Humidicola comum e Marandu), com a menor queda na taxa de crescimento foliar.
No mesmo ensaio, o índice SPAD (relacionado ao teor de clorofila da folha) não caiu de forma significativa em nenhuma das duas cultivares de Humidicola, mas despencou na Marandu, classificada no estudo como altamente suscetível ao alagamento. A produção de massa seca também foi a menos afetada pelo alagamento na Llanero, entre as três forrageiras comparadas.
Sobre seca, o estudo conduzido em Itapetinga (BA), em condição semiárida com Köppen tipo CW, mostrou a Llanero produzindo menos massa de forragem do que Marandu, MG4, Piatã e Basilisk (Urochloa decumbens) no mesmo experimento: essas quatro produziram, em média, 858 kg/ha a mais de massa de forragem do que a Llanero e a Kennedy (Urochloa ruziziensis) no período avaliado. Ou seja, a força da Llanero é a água parada, não a seca; em área seca e bem drenada, outras cultivares do catálogo tendem a produzir mais.
A Llanero pega cigarrinha e outras pragas?
Sim. O comunicado técnico da Embrapa-CNPGC (1998) registra que a Llanero, assim como a Humidicola comum, se mostrou boa hospedeira de cigarrinhas-das-pastagens durante o período avaliado, favorecida por excesso de material morto na área do ensaio depois da colheita de sementes.
O mesmo documento recomenda cautela ao expandir a Llanero em grandes áreas contínuas, porque uma pastagem que hospeda bem a praga pode aumentar a população de cigarrinha e ameaçar outras gramíneas mais nobres e mais suscetíveis plantadas nas proximidades. Como é uma característica comum ao grupo Humidicola, vale planejar a distribuição de pastagens na fazenda levando esse ponto em conta.
Diante de uma ocorrência pontual na sua área, identifique a espécie da praga com apoio técnico antes de decidir o manejo. Em ano de pressão alta de cigarrinha, acompanhe também as pastagens vizinhas de capins mais sensíveis, que sofrem primeiro quando a população da praga cresce.
Como plantar Llanero: época, profundidade e quantidade de semente
O plantio segue o padrão das braquiárias estoloníferas do grupo Humidicola: início do período chuvoso, solo preparado e semente coberta a poucos centímetros de profundidade. A quantidade de sementes por hectare depende do valor cultural (VC) do lote, informado no laudo, e não de uma taxa fixa igual para toda região.
Para calcular a semeadura, vale a conta que a Embrapa Gado de Leite usa para as braquiárias: 320 pontos de VC no plantio em linha e 520 a lanço, divididos pelo VC do lote. O VC, que combina germinação e pureza, é o que transforma quilos de semente em plantas no campo.
Com um lote de 45% de VC, por exemplo, a lanço seriam 520 ÷ 45, cerca de 11,6 kg/ha; em linha, 320 ÷ 45, cerca de 7,1 kg/ha. A semente incrustada tem melhor distribuição no plantio, o que ajuda a espalhar essa quantidade de forma uniforme, e o plantio a lanço pede grade niveladora ou rolo compactador logo depois.
Como manejar a pastagem de Llanero depois de formada?
No ensaio semiárido de Itapetinga (BA), a Llanero foi cortada quando chegava a 30 cm, deixando 15 cm de resíduo, o mesmo padrão usado para Basilisk e MG4 no experimento. A cultivar mostrou boa capacidade de rebrota, com a maior densidade de perfilhos entre as gramíneas avaliadas.
Segundo Ramos et al. (2022), a Llanero apresentou a maior relação folha:colmo entre as gramíneas do gênero Urochloa avaliadas no estudo, o que costuma favorecer a qualidade da forragem oferecida ao animal e a eficiência do pastejo. O mesmo estudo relacionou a maior densidade de perfilhos da Llanero a uma capacidade maior de produzir novos perfilhos, o que ajuda a pastagem a se recompor depois do pastejo.
Como o peso de colmo da Llanero foi mais baixo que o das demais Urochloa do experimento, o manejo tende a favorecer entrada mais frequente do gado, evitando acúmulo de material morto, que também favorece a proliferação de cigarrinha, como já mostrado na seção sobre pragas.
Humidicola ou Llanero: qual escolher?
Escolha a Llanero quando a área encharca com frequência e o objetivo é um pouco mais de resposta animal do que a Humidicola comum costuma dar; na Selegram, ela ainda sai mais barata por quilo. A Humidicola comum segue como opção para quem já a maneja bem na fazenda e quer manter o mesmo padrão de pasto na baixada.
Os dados que separam a Llanero da Braquiária Humidicola comum vêm de dois trabalhos da Embrapa: no ensaio de alagamento em vaso da Embrapa, a Llanero teve tolerância ao encharcamento levemente superior à da Humidicola comum, com menor queda na taxa de crescimento foliar; e no comunicado técnico da Embrapa-CNPGC sobre recria de equinos, potrancas em pasto de Llanero ganharam 70 kg em 214 dias, contra 48 kg em 192 dias registrados antes em Humidicola comum, com proteína bruta na folha de 8,7% a 10,9% na Llanero frente a cerca de 6% comumente relatado para a Humidicola comum.
Na prática comercial, o fator que mais pesa costuma ser preço: no site da Selegram, o quilo da Humidicola incrustada custa mais que o da Llanero incrustada, então vale comparar o custo total do lote com o ganho esperado na sua categoria animal antes de decidir. Em qualquer uma das duas, fique atento à mineralização do rebanho, porque o comunicado da Embrapa-CNPGC também registrou teor alto de oxalato nas folhas de Llanero, o que pede suplementação mineral correta para equinos.
Como a Llanero se compara com Marandu, MG4 e Piatã?
No mesmo ensaio semiárido da Embrapa em Itapetinga (BA), Marandu, MG4 e Piatã produziram mais massa de forragem que a Llanero, mas nenhuma das três tem a mesma tolerância ao alagamento contínuo do solo que a Llanero demonstrou em outro ensaio da Embrapa.
Os números de massa, proteína e relação folha:colmo da Llanero, da Braquiária Marandu, da Braquiária MG4 e da Braquiária Piatã vêm todos do mesmo experimento, conduzido pela Embrapa Gado de Leite com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Itapetinga (BA), entre novembro de 2018 e junho de 2019, em solo Podzólico Vermelho-Amarelo de textura arenosa fraca e clima classificado como tropical quente e sub-úmido. Já o dado de alagamento vem de um ensaio em vaso, também da Embrapa, e completa o quadro.
| Aspecto avaliado | Llanero | Marandu | MG4 / Piatã |
|---|---|---|---|
| Massa de forragem em condição semiárida (Itapetinga, BA, Embrapa/UESB) | 2.637 kg/ha de matéria seca por corte, entre as mais baixas do ensaio | 3.335 kg/ha de matéria seca por corte, entre as mais altas | MG4: 3.230 kg/ha; Piatã: 3.136 kg/ha de matéria seca por corte |
| Tolerância a alagamento contínuo do solo (ensaio em vaso, Embrapa) | A mais tolerante entre Llanero, Humidicola comum e Marandu | Altamente suscetível ao alagamento, segundo o mesmo estudo | Indicadas para solo bem drenado |
| Proteína bruta na folha, base matéria seca (Itapetinga, BA) | 163 g/kg | 176 g/kg, a mais alta do grupo Urochloa no ensaio | MG4: 158 g/kg; Piatã: 165 g/kg |
| Relação folha:colmo (Itapetinga, BA) | 2,03, a mais alta entre as Urochloa do ensaio | 1,55 | MG4: 1,30; Piatã: 1,37 |
Em solo bem drenado e clima seco, Marandu, MG4 e Piatã tendem a produzir mais massa. Na baixada que alaga, a vantagem muda de lado, e a Llanero segura a produção onde as outras perdem vigor. A relação folha:colmo mais alta da Llanero é um ponto a favor da qualidade da forragem oferecida ao animal, mesmo com menor volume total.
Como comprar a semente de Llanero na Selegram
A Llanero incrustada custa R$ 21,04 o quilo na Selegram, ou R$ 210,40 o saco de 10 kg, e também sai em saco de 20 kg. O pedido mínimo é de 50 kg, o frete é calculado pelo CEP de entrega, o envio cobre todo o Brasil e o pagamento pode ser dividido em até 10x no cartão.
As sementes da Selegram têm laudo de germinação e pureza, e o valor cultural registrado no laudo do lote é o número que entra na conta de quilos por hectare mostrada acima. Com a semente incrustada, a distribuição no plantio fica mais uniforme, a lanço ou com plantadeira.
Dúvidas sobre pedido, prazo e frete são respondidas pelo WhatsApp, de segunda a sexta, das 7h30 às 18h. Recuperação de baixada em área de mineradora, obra ou concessionária, com volume de projeto, segue por cotação na página de orçamento para obras e projetos.
Perguntas frequentes sobre Semente de Braquiária Llanero Incrustada
Llanero e B. dictyoneura são a mesma semente?
Sim, segundo a Embrapa-CNPGC: o material foi introduzido na Colômbia como Brachiaria dictyoneura, mas análises morfológicas e bioquímicas confirmaram tratar-se de Brachiaria humidicola cv. Llanero. O nome dictyoneura ainda aparece em catálogos e rótulos mais antigos como sinônimo comercial dessa mesma cultivar.
A Llanero serve para cavalos?
Sim, com atenção à mineralização. Em ensaio da Embrapa-CNPGC, potros e potrancas em pasto de Llanero com suplementação mineral ganharam em média 70 kg em 214 dias, sem ocorrência de problema de saúde relatado. O mesmo estudo encontrou oxalato em nível que exige mistura mineral adequada para evitar risco de osteodistrofia nos equinos.
A Llanero é mais cara que a Humidicola comum?
No site da Selegram, o preço por quilo da Humidicola incrustada é maior que o da Llanero incrustada. Vale comparar o valor do saco de cada uma com o resultado esperado na sua categoria animal antes de decidir qual comprar para a área.
A Llanero é boa para engorda de boi?
No ensaio semiárido conduzido pela Embrapa em Itapetinga (BA), a Llanero produziu menos massa de forragem que Marandu, MG4 e Piatã. Para engorda intensiva em área bem drenada, essas três costumam ser opção melhor; a Llanero fica mais indicada para cria e recria em baixada.
A Llanero forma pasto rápido depois de plantada?
O estudo de Itapetinga registrou boa capacidade de rebrota e alta densidade de perfilhos na Llanero, o que favorece o fechamento e a recomposição da pastagem. O primeiro pastejo pode ser feito quando o capim chega a cerca de 30 cm, a altura de corte usada no ensaio.
Dá para plantar Llanero em consórcio com lavoura?
Não é o uso para o qual a Llanero é indicada: o lugar dela é a baixada, fora da área de lavoura. No catálogo Selegram, a forrageira com estudo específico em consórcio com milho é a Ruziziensis, a opção para quem planeja integração lavoura-pecuária.
A Llanero precisa de calagem antes do plantio?
A cultivar tolera solo ácido melhor que a maioria das braquiárias, o que permite formar pasto com correção mais leve. No ensaio de Itapetinga (BA), o solo recebeu adubação de base com fósforo e potássio antes do plantio, conforme resultado da análise química da área.
Fontes e limites desta página
As fontes abaixo sustentam a identificação da cultivar e os critérios técnicos citados. A recomendação final de implantação deve considerar análise de solo, clima, objetivo produtivo, laudo do lote e orientação do responsável técnico. Preço, estoque, embalagem, frete e prazo são confirmados no momento do pedido.
- Embrapa CNPGC, Comunicado Técnico 56: Potencial forrageiro da Brachiaria humidicola cv. Llanero (ex B. dictyoneura) para a recria de equinos (Nunes & Silva, 1998)
- Ramos, B.L.P. et al. (2022). Forage production, morphogenetic and structural components, and nutritional value of tropical grasses in the semiarid condition. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v.43, n.6, p.2499-2516
- Embrapa Infoteca-e: Respostas de cultivares de Brachiaria humidicola e de Brachiaria brizantha 'Marandu' ao alagamento do solo
- Embrapa Gado de Leite, Circular Técnica 112: Tecnologia e custo de produção de Brachiaria brizantha para uso sob pastejo (Paciullo et al., 2016)
Revisão editorial: 29 de setembro de 2026.
