
Urochloa brizantha cv. MG4
Semente de Braquiária MG4 Incrustada
Vigor de estabelecimento superior ao da Marandu e boa produção em solos de fertilidade média a alta.
R$ 185,00
R$ 18,50 por quilo
Pedido a partir de 50 kg: combine sacos de 10 kg e 20 kg.
Pague com Pix, cartão de débito ou crédito em até 10x, pelo Mercado Pago.
- Sementes com laudo de germinação e pureza
- Semente incrustada, com melhor distribuição no plantio
- Enviamos para todo o Brasil
Sobre a MG4
A MG4 é uma brizantha de estabelecimento vigoroso, que fecha o pasto mais rápido que a Marandu, característica valiosa na formação e na reforma de pastagem. Produz boa massa, tem bom perfilhamento e responde bem à adubação. Como as demais brizanthas, prefere solo bem drenado e fertilidade média a alta.
Guia de escolha e compra
Guia da Braquiária MG4: seca, drenagem, manejo e como comprar
A MG4 é uma cultivar de Urochloa brizantha (antiga Brachiaria brizantha) que a Selegram indica para quem quer fechar o pasto mais rápido do que com a Marandu: tem estabelecimento vigoroso, bom perfilhamento e responde bem à adubação. Serve para formar ou reformar pastagem de bovinos em solo de fertilidade média a alta e bem drenado. Em pesquisa de universidade pública na Bahia, foi a brizantha que melhor atravessou um período de falta de água em casa de vegetação, o que a coloca entre as opções para regiões de seca marcada. O limite está na água em excesso: a Embrapa Acre classifica a MG4 com adaptação ruim a solos que encharcam, com risco de morte de touceiras em chuva forte. Para baixada, a escolha é outra cultivar. A Selegram vende a MG4 incrustada em sacos de 10 kg e 20 kg, a R$ 18,50 o quilo, com entrega para todo o Brasil e cotação para volume maior.
O que é a braquiária MG4 e de onde ela vem?
A MG4 é uma cultivar de Urochloa brizantha, a mesma espécie da Marandu e da Piatã. Chegou ao mercado por empresa privada de sementes e já foi avaliada por instituições públicas da Bahia ao Acre. A Selegram a descreve como uma brizantha de estabelecimento vigoroso, que fecha o pasto mais rápido que a Marandu.
A cultivar tem um bom histórico de pesquisa: entrou em ensaios da Universidade Federal do Ceará, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, da Universidade Federal do Oeste da Bahia e da Embrapa Acre, que aparecem ao longo desta página.
Como toda brizantha, forma touceiras eretas. A Embrapa Gado de Leite descreve a espécie com crescimento cespitoso, altura entre 1,0 e 1,5 m e folhas sem pelos na face inferior. No campo, o que separa a MG4 de outra brizantha é a velocidade com que cobre o solo depois da semeadura e o comportamento diante da seca e do encharcamento.
Para que tipo de pasto e rebanho a MG4 é indicada?
A MG4 é indicada para formação de pastagem nova e reforma de pasto degradado de bovinos de corte e de leite, sempre em solo bem drenado. O fechamento rápido reduz o tempo de solo exposto à erosão e à entrada de plantas daninhas. Em ensaio no semiárido baiano, os pesquisadores concluíram que a MG4 pode ser usada nessa condição.
Esse ensaio foi conduzido pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Itapetinga (BA), entre novembro de 2018 e junho de 2019, com nove gramíneas lado a lado em solo de textura arenosa. A massa de forragem média da MG4 acima do resíduo foi de 3.230 kg de matéria seca por hectare, no mesmo nível estatístico da Marandu (3.335 kg) e da Piatã (3.136 kg), com 158 g de proteína bruta por quilo de matéria seca (Ramos et al., Semina, 2022).
Com produção no nível da Marandu e da Piatã em clima semiárido, a MG4 se firma como opção de formação para regiões de chuva irregular. Para ovinos ou para integração lavoura-pecuária, o catálogo tem cultivares próprias para essas finalidades.
Que solo a MG4 precisa e quanto ela responde à adubação?
A MG4 pede solo de fertilidade média a alta e bem drenado, como as demais brizanthas vendidas pela Selegram. Em solo pobre, ela responde à adubação: em ensaio da Universidade Federal do Ceará com solo arenoso de baixa fertilidade, a produção de matéria seca cresceu de forma consistente com doses combinadas de nitrogênio, fósforo e potássio.
O ensaio foi feito em vasos, em casa de vegetação, com Argissolo Vermelho-Amarelo de pH 5,1 e teores baixos de fósforo, potássio e cálcio (Teles et al., Acta Scientiarum, 2011). Ele mostra o bom potencial de resposta da cultivar ao adubo.
Para formar a pastagem, a Embrapa Gado de Leite recomenda, para as brizanthas na região Sudeste, calcário dolomítico para elevar a saturação por bases a 45%, aplicado pelo menos 30 dias antes do plantio, e de 70 a 100 kg/ha de P2O5 no plantio em solos com pouco fósforo e textura média a argilosa. Potássio e nitrogênio entram em cobertura quando o capim cobre de 60% a 70% do solo. A dose certa para a sua área sai da análise de solo.
A MG4 aguenta seca? E solo que encharca?
Na seca, a MG4 teve o melhor resultado entre as brizanthas testadas em ensaio da Universidade Federal do Oeste da Bahia. No excesso de água é o contrário: a Embrapa Acre classifica a adaptação da MG4 como ruim, com risco de morte de touceiras mesmo em solo arenoso durante chuvas intensas. É cultivar para área seca e bem drenada.
No estudo baiano, feito em casa de vegetação com Neossolo Quartzarênico, um solo arenoso, Marandu, MG4, MG13 Braúna e MG5 Vitória receberam 50% ou 100% da água que o solo consegue reter. Depois de 35 dias, a falta de água reduziu significativamente a produção de massa verde, de massa seca e de folhas da Marandu, da MG13 e da MG5, enquanto a MG4 apresentou os melhores resultados produtivos sob déficit (Castro et al., Revista de Agricultura Neotropical, 2024).
A tabela da Embrapa Acre sobre a síndrome da morte do capim-brizantão, ligada ao encharcamento, coloca a MG4 no grau ruim, abaixo da Piatã e do Massai (regular) e acima apenas da Marandu e do capim-mulato (péssimo). Antes de plantar, percorra a área depois de uma chuva forte: água parada por dias, mancha de pasto antigo morrendo em pé ou lençol raso indicam que a MG4 não é a escolha para aquele talhão.
A MG4 é resistente à cigarrinha-das-pastagens?
Como toda pastagem em região de cigarrinha, a MG4 merece monitoramento nas águas. Dentro da espécie Urochloa brizantha, a Embrapa Gado de Leite atribui boa resistência às cigarrinhas dos gêneros Deois e Notozulia à Marandu e à Piatã, e registra que cigarrinhas do gênero Mahanarva vêm causando dano em algumas regiões.
No Acre, a Embrapa relatou danos severos da cigarrinha-da-cana Mahanarva tristis em várias forrageiras, inclusive no capim-brizantão (Marandu), no xaraés e na Decumbens. Nem as brizanthas mais resistentes escapam de todas as espécies da praga, e a pressão muda de uma região para outra.
No dia a dia, os sinais de alerta são o amarelecimento do pasto no auge das chuvas e a espuma branca na base das touceiras, onde ficam as ninfas. Antes de comprar para uma região com histórico da praga, pergunte à assistência técnica local qual espécie de cigarrinha aparece ali. Se a pressão for alta, a Embrapa Acre recomenda diversificar as pastagens da propriedade em vez de formar tudo com uma só cultivar.
Como plantar a MG4 e quanta semente usar por hectare?
Plante no começo das chuvas, entre outubro e fevereiro no Sudeste e no Centro-Oeste, em solo arado, gradeado e nivelado, com a semente entre 2 e 6 cm de profundidade. A quantidade vem de uma conta com o valor cultural (VC) do lote, que consta no laudo: pontos de VC recomendados divididos pelo VC do lote.
Para braquiárias, a Embrapa Gado de Leite recomenda 320 pontos de VC no plantio em linha e 520 pontos a lanço. Um lote com 40% de VC, semeado a lanço, pede 520 ÷ 40 = 13 kg/ha, exemplo que a própria Embrapa usa para a Marandu. Com VC maior, a quantidade cai; com VC menor, sobe. Por isso a conta é refeita a cada lote, com o VC do laudo.
No plantio a lanço, passe grade niveladora ou rolo compactador logo depois, para colocar a semente em contato com a terra. A semente incrustada da Selegram tem melhor distribuição no plantio, o que ajuda a espalhar a quantidade calculada de forma uniforme na área.
Com que altura colocar e tirar o gado da MG4?
A referência de altura para a MG4 vem da espécie. A Embrapa Gado de Leite indica, para as brizanthas no Sudeste, pasto em torno de 30 cm em lotação contínua; no pastejo rotacionado, entrada dos animais com 30 a 35 cm e saída quando o resíduo chega a 20 cm, com ocupação de um a três dias por piquete.
No ensaio de Itapetinga (BA), os pesquisadores cortaram a MG4 quando chegava a 30 cm, deixando 15 cm de resíduo, a mesma regra usada para a Decumbens e a Llanero; Marandu e Piatã foram cortadas com 35 cm, deixando 20 cm. Os autores definiram essas alturas com base em recomendações da literatura para cada capim.
Se o pasto passa muito do ponto de entrada, acumula colmo e material morto; se é rapado abaixo do resíduo, demora a rebrotar. Uma vara marcada com as alturas de entrada e saída, levada na volta pelos piquetes, evita a maior parte dos erros. Em sistemas mais intensivos, a Embrapa recomenda repor os nutrientes logo após a saída dos animais.
MG4, Marandu ou MG5: qual escolher?
A MG4 é a opção do trio para área seca e bem drenada, com fechamento rápido do pasto. A Marandu é a mais difundida e tem resistência medida às cigarrinhas Deois e Notozulia, mas não aguenta encharcamento. A MG5 é a brizantha do catálogo para solo de drenagem imperfeita, mas sofreu mais que a MG4 com a falta de água no ensaio baiano.
A decisão costuma sair de duas perguntas. A área encharca na chuva? Se sim, descarte a MG4 e a Braquiária Marandu e olhe para a Braquiária MG5 ou, na baixada de verdade, para a Braquiária Humidicola. A região tem seca marcada e histórico de cigarrinha? Aí a comparação fica entre a MG4, pela resposta à seca, e a Marandu, pela resistência à praga.
| Critério | MG4 | Marandu | MG5 (Vitória) |
|---|---|---|---|
| Espécie | Urochloa brizantha | Urochloa brizantha | Urochloa brizantha |
| Solo que encharca (Embrapa Acre) | Adaptação ruim | Adaptação péssima | Adaptação boa, evitando área que alaga |
| Falta de água (UFOB, casa de vegetação) | Melhor resultado sob déficit | Produção reduzida sob déficit | Produção reduzida sob déficit |
| Cigarrinhas | Monitorar nas águas | Alta resistência a Deois flavopicta e Notozulia entreriana | Xaraés, listado como MG-5 pela Embrapa Acre, sem resistência desejável em ensaio |
| Fertilidade exigida | Média a alta | Média a alta | Média a alta |
| Destaque | Estabelecimento vigoroso | A braquiária mais plantada do Brasil | Tolerância a drenagem imperfeita |
As três pedem solo corrigido. O que separa uma da outra é a água: MG4 para o lado seco e bem drenado da fazenda, MG5 para o talhão úmido sem água parada e Marandu para solo bem drenado onde a cigarrinha é o maior problema.
Como comprar semente de MG4 na Selegram?
A MG4 incrustada sai por R$ 18,50 o quilo, em sacos de 10 kg (R$ 185,00) e de 20 kg, com pedido mínimo de 50 kg. O frete é calculado pelo CEP, a entrega atende todo o Brasil e o pagamento pode ser parcelado em até 10x no cartão.
As sementes da Selegram têm laudo de germinação e pureza. O laudo do lote informa o valor cultural (VC), número que entra na conta de quilos por hectare mostrada acima. Prazo e custo de envio estão explicados na página de entrega e frete, e o atendimento pelo WhatsApp funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 18h.
Formação de pasto em grande área e recuperação de área de mineradora, concessionária ou obra entram por cotação na página de orçamento para obras e projetos.
Perguntas frequentes sobre Semente de Braquiária MG4 Incrustada
A MG4 é a mesma coisa que a Marandu?
Não. As duas são Urochloa brizantha, mas são cultivares diferentes. A Marandu foi lançada pela Embrapa em 1984 e tem resistência às cigarrinhas Deois e Notozulia medida em ensaio; a MG4 se destaca pelo estabelecimento vigoroso e pelo desempenho sob falta de água em ensaio de casa de vegetação. Nenhuma das duas serve para área que encharca.
Em quanto tempo a MG4 fica pronta para o primeiro pastejo?
Uma boa referência é a da Embrapa Acre para outra brizantha, a Piatã: primeiro pastejo entre 70 e 90 dias após a semeadura, com animais leves e por poucos dias, para estimular o perfilhamento. Na MG4, que fecha o pasto mais rápido, use como sinal o capim bem enraizado e a área coberta, e não apenas a contagem de dias.
A MG4 serve para solo arenoso?
Serve, desde que corrigido e bem drenado. O melhor resultado da MG4 sob falta de água foi medido justamente em Neossolo Quartzarênico, um solo arenoso, e o ensaio da Universidade Federal do Ceará mostrou resposta forte à adubação em Argissolo arenoso pobre. O cuidado é com a chuva intensa: a Embrapa Acre registra risco de morte de touceiras da MG4 mesmo em solo arenoso quando a água acumula.
Posso usar a MG4 para reformar um pasto de Marandu que morreu?
Depende do motivo da morte. Se a Marandu secou em pé no período chuvoso, em área que acumula água, o problema é drenagem, e a MG4 tende a repetir a perda, porque também tem adaptação ruim ao encharcamento. Se a causa foi falta de adubação ou pastejo excessivo, a MG4 é uma boa opção de reforma, com correção de solo feita antes.
Qual o pedido mínimo de MG4 e posso combinar embalagens?
O pedido mínimo é de 50 kg e pode combinar sacos de 10 kg e de 20 kg, por exemplo, dois sacos de 20 kg e um de 10 kg. Para áreas grandes ou projetos de obra, a Selegram faz cotação específica, com frete calculado para o local de entrega.
A incrustação aumenta a germinação da MG4?
A incrustação trabalha a favor do plantio: é um revestimento que deixa a semente mais uniforme e melhora a distribuição no plantio, a lanço ou com máquina. A germinação e a pureza do lote estão no laudo, e é por ele que se calcula a quantidade de semente por hectare.
Fontes e limites desta página
As fontes abaixo sustentam a identificação da cultivar e os critérios técnicos citados. A recomendação final de implantação deve considerar análise de solo, clima, objetivo produtivo, laudo do lote e orientação do responsável técnico. Preço, estoque, embalagem, frete e prazo são confirmados no momento do pedido.
- Embrapa Acre, Circular Técnica 54: Brachiaria brizantha cv. Piatã, gramínea recomendada para solos bem drenados do Acre (Andrade e Assis, 2010), com a tabela de adaptação à síndrome da morte do capim-brizantão
- Castro et al. Impacts of water stress on Urochloa brizantha forage cultivars. Revista de Agricultura Neotropical, v. 11, n. 2, 2024 (Universidade Federal do Oeste da Bahia)
- Ramos et al. Forage production, morphogenetic and structural components, and nutritional value of tropical grasses in the semiarid condition. Semina: Ciências Agrárias, v. 43, n. 6, 2022
- Embrapa Gado de Leite, Circular Técnica 112: Tecnologia e custo de produção de Brachiaria brizantha para uso sob pastejo (Paciullo et al., 2016)
- Teles et al. Produção e composição química da Brachiaria brizantha cv. MG-4 sob efeito de adubação com NPK. Acta Scientiarum. Animal Sciences, v. 33, n. 2, 2011
Revisão editorial: 29 de setembro de 2026.
