
Urochloa brizantha cv. MG5
Semente de Braquiária MG5 Incrustada
Brizantha com melhor tolerância a solos de drenagem imperfeita que a Marandu, mantendo alta produção de massa.
R$ 159,70
R$ 15,97 por quilo
Pedido a partir de 50 kg: combine sacos de 10 kg e 20 kg.
Pague com Pix, cartão de débito ou crédito em até 10x, pelo Mercado Pago.
- Sementes com laudo de germinação e pureza
- Semente incrustada, com melhor distribuição no plantio
- Enviamos para todo o Brasil
Sobre a MG5
A MG5, também conhecida como Vitória, é a brizantha indicada para quem quer a produtividade do grupo em áreas onde a Marandu sofre. Tolera melhor solos de drenagem imperfeita, reduzindo o risco associado ao encharcamento periódico. Boa produção de massa e bom valor nutritivo, com resposta positiva à adubação.
Guia de escolha e compra
Guia da Braquiária MG5 (Vitória): solo úmido, seca, cigarrinha e como comprar
A MG5, também chamada de Vitória, é uma Urochloa brizantha que a Selegram indica para quem quer a produção do grupo brizantha em áreas onde a Marandu sofre: tolera melhor solo de drenagem imperfeita, tem boa produção de massa e bom valor nutritivo e responde à adubação. Na literatura técnica, ela aparece associada ao capim-xaraés, lançado pela Embrapa em 2003, que a Embrapa Acre classifica com adaptação boa aos solos onde a Marandu morre por encharcamento. Serve para pasto de corte e de leite em solo de fertilidade média a alta. Para baixada que alaga, a indicação é a Humidicola, e em região de pressão forte de cigarrinha a MG5 rende melhor combinada com cultivares mais resistentes. A Selegram vende a MG5 incrustada por R$ 15,97 o quilo, em sacos de 10 kg e 20 kg, com entrega para todo o Brasil.
O que é a MG5 e qual a relação dela com o capim-xaraés?
A MG5 é uma cultivar de Urochloa brizantha vendida também como Vitória. A Embrapa Acre a lista como capim-xaraés (MG-5), cultivar coletada no Burundi, na África, e lançada pela Embrapa em 2003, após 15 anos de avaliação.
Na prática, os resultados de pesquisa com o Xaraés são a principal referência técnica para a MG5. Com o nome MG-5, há ainda um estudo da Embrapa Arroz e Feijão apresentado na Fertbio 2006, e a MG5 Vitória entrou num ensaio de seca da Universidade Federal do Oeste da Bahia, ambos citados nesta página.
Segundo a Embrapa, o Xaraés é uma planta cespitosa de cerca de 1,5 m, com folhas longas, verde-escuras e com poucos pelos, e colmos finos que enraízam nos nós. Os pontos fortes descritos são alta produção, sobretudo de folhas, rebrota rápida e florescimento tardio, por volta de maio, que prolonga o período de pastejo até a entrada da seca.
Para que tipo de pasto e rebanho a MG5 é indicada?
A MG5 serve para formação de pastagem de bovinos de corte e de leite em solo de fertilidade média a alta, com destaque para talhões úmidos onde a Marandu sofre. Na avaliação da Embrapa, o Xaraés teve bom valor nutritivo e alta capacidade de suporte, com cerca de 20% mais produtividade animal por hectare do que a Marandu.
Em ensaios com vacas de leite reunidos pela Embrapa Gado de Leite para a região Sudeste, a pastagem de Xaraés em lotação rotacionada suportou cerca de 4 UA/ha, com produção de 13,2 litros de leite por vaca por dia. Nos mesmos levantamentos, a Marandu adubada com 100 a 250 kg/ha de nitrogênio chegou a 4,5 a 5,7 UA/ha e a 14,3 a 16,4 litros por vaca, com 2 a 5 kg de concentrado por vaca por dia.
A Embrapa reconhece o Xaraés como a brizantha de maior potencial produtivo, enquanto outras cultivares podem ter proteína e digestibilidade um pouco maiores. Adubação, suplementação e manejo bem ajustados são o que transforma esse potencial em lotação e leite na fazenda.
Quanto a MG5 responde à adubação?
Responde bem. Em ensaio da Embrapa Arroz e Feijão em Santo Antônio de Goiás (GO), a matéria seca da MG5 subiu com as doses de nitrogênio e potássio e chegou ao máximo com 200 kg/ha de cada um, enquanto a proteína bruta alcançou 10,54%. Na avaliação da Embrapa com o Xaraés, a produção superou a da Marandu em cerca de 15%.
O ensaio da Fertbio 2006 foi feito em vasos com 10 kg de Argissolo Vermelho-Amarelo, em casa de vegetação, com três cortes a cada 30 dias a 5 cm de altura, e mostra a boa resposta da cultivar ao adubo. Já a comparação da Embrapa entre Xaraés e Marandu é a média de três cortes em três níveis de fósforo no solo e duas faixas de saturação por bases, de 35% a 40% e de 50% a 60%.
Para a formação, a Embrapa Gado de Leite recomenda para as brizanthas calagem que eleve a saturação por bases a 45%, feita pelo menos 30 dias antes do plantio, e de 70 a 100 kg/ha de P2O5 em solo pobre em fósforo, com nitrogênio e potássio em cobertura quando o capim cobrir de 60% a 70% do solo. A dose da sua área sai da análise de solo.
A MG5 aguenta solo úmido? E a seca?
Solo úmido, sim: segundo a Embrapa, o Xaraés tolera solo úmido melhor que a Marandu, e a Embrapa Acre o coloca no grau bom de adaptação à síndrome da morte do capim-brizantão, com a recomendação de evitar áreas sujeitas a alagamento temporário. Na seca, a MG5 perdeu produção com falta de água em ensaio de casa de vegetação na Bahia.
Na escala da Embrapa Acre, a MG5 fica atrás apenas das forrageiras de grau excelente, como a Humidicola, e à frente da Piatã e do Massai (regular), da MG4 (ruim) e da Marandu (péssimo). É a cultivar para o talhão de drenagem imperfeita, que fica úmido depois da chuva mas não acumula água parada por dias.
No ensaio da Universidade Federal do Oeste da Bahia, em solo arenoso, reduzir a água à metade da capacidade do solo por 35 dias cortou significativamente a produção de massa e de folhas da MG5 Vitória e da Marandu, enquanto a MG4 teve o melhor desempenho (Castro et al., 2024). Para regiões de seca longa, a Embrapa Gado de Leite lembra que as brizanthas precisam de mais de 800 mm de chuva por ano e não toleram seca acima de quatro meses.
A MG5 é resistente à cigarrinha-das-pastagens?
A força da MG5 está na tolerância a solo úmido, não na resistência à cigarrinha. Em ensaios da Embrapa sob condições controladas, o Xaraés não teve nível de resistência desejável às cigarrinhas Notozulia entreriana e Deois flavopicta, apesar das populações baixas observadas nas áreas experimentais. A Embrapa recomenda usá-la em áreas menores onde há histórico da praga, sobretudo onde predominam cigarrinhas do gênero Mahanarva.
No Acre, a Embrapa registrou danos severos da cigarrinha-da-cana Mahanarva tristis em várias forrageiras, entre elas o xaraés. A recomendação para a região é diversificar as pastagens com capins menos atacados, como a Humidicola, consorciar com leguminosas e, quando preciso, usar controle biológico com o fungo Metarhizium anisopliae.
Em compensação, a Embrapa descreve o Xaraés como tolerante a fungos de folha e de raiz. No campo, observe o amarelecimento do pasto e a espuma branca na base das touceiras no auge das chuvas; em região de pressão forte de cigarrinha, reservar a MG5 para os talhões úmidos e usar outra cultivar no restante da fazenda reduz o risco.
Como plantar a MG5 e quanta semente usar?
No Sudeste e no Centro-Oeste, plante entre outubro e fevereiro, em solo arado, gradeado e nivelado, com a semente entre 2 e 6 cm de profundidade. A quantidade depende do valor cultural (VC) do lote, que consta no laudo: a Embrapa Gado de Leite recomenda 320 pontos de VC para plantio em linha e 520 a lanço, divididos pelo VC do lote.
A conta é simples. Um lote com 50% de VC, por exemplo, pediria 320 ÷ 50 = 6,4 kg/ha em linha, ou 520 ÷ 50 = 10,4 kg/ha a lanço. No plantio a lanço, a grade niveladora ou o rolo compactador logo depois garante o contato da semente com a terra.
No Acre, a Embrapa estabelece a Piatã com as mesmas recomendações de época, taxa e método usadas para o xaraés: semeadura em outubro e novembro, a lanço, a 2 a 5 cm, com incorporação por grade niveladora, e primeiro pastejo entre 70 e 90 dias, com animais leves e por poucos dias. A semente incrustada da Selegram tem melhor distribuição no plantio.
Com que altura manejar o pasto de MG5?
A Embrapa Gado de Leite indica para o Xaraés, que tem porte maior que o das outras brizanthas, pasto entre 30 e 40 cm em lotação contínua. No pastejo rotacionado, a recomendação para as brizanthas é entrada com 30 a 35 cm e saída quando o resíduo chegar a 20 cm, com um a três dias de ocupação por piquete.
Como o florescimento do Xaraés é tardio, o capim segue folhoso por mais tempo nas águas, e o pastejo se estende até o começo da seca. Nos sistemas intensivos de leite, a Embrapa recomenda repor nitrogênio em doses de 50 kg/ha após a saída dos animais de cada piquete, somando de 200 a 300 kg/ha por ano.
O erro mais comum com brizantha de porte alto é deixar o pasto passar do ponto: sobra colmo, a folha fica por cima e o gado desperdiça parte da forragem. Uma vara marcada na altura de entrada ajuda a acertar o dia da troca de piquete.
MG5, Marandu, Piatã ou Humidicola: qual escolher para área úmida?
Para área que fica úmida, a ordem de adaptação da Embrapa Acre é Humidicola (excelente), MG5 (boa, evitando alagamento temporário), Piatã (regular, só em solo arenoso bem drenado) e Marandu (péssima). Já para área seca e bem drenada com histórico de cigarrinha, a Marandu volta a ser a melhor opção das quatro.
Resumindo por talhão: na baixada que alaga, Braquiária Humidicola ou Braquiária Llanero; no talhão úmido sem água parada, MG5; na encosta bem drenada, Braquiária Marandu ou Braquiária Piatã, conforme a pressão de cigarrinha e o tipo de solo.
| Cultivar | Solo que encharca (Embrapa Acre) | Cigarrinhas | Quando escolher |
|---|---|---|---|
| MG5 (Vitória) | Boa; evitar alagamento temporário | Xaraés sem resistência desejável a Notozulia e Deois em ensaio controlado | Talhão úmido sem água parada, em região de pouca cigarrinha |
| Marandu | Péssima | Alta resistência a Deois flavopicta e Notozulia entreriana | Solo bem drenado, com histórico de cigarrinha |
| Piatã | Regular; só em solo arenoso bem drenado | Resistente a Deois e Notozulia; suscetível à cigarrinha-da-cana | Solo arenoso bem drenado, com florescimento precoce |
| Humidicola | Excelente | Tolera o ataque; indicada pela Embrapa Acre para diversificar | Baixada e área alagável |
A classificação de adaptação vem da Embrapa Acre (Circular Técnica 54, 2010), feita em solos de baixa permeabilidade daquele estado. Com ela, basta observar como a água se comporta no seu talhão para escolher a cultivar certa.
Como comprar a semente de MG5 na Selegram?
A MG5 incrustada custa R$ 15,97 o quilo, ou R$ 159,70 o saco de 10 kg, e também é vendida em saco de 20 kg, com pedido mínimo de 50 kg. O frete é calculado pelo CEP, a entrega atende todo o Brasil e o pagamento pode ser parcelado em até 10x no cartão.
As sementes da Selegram têm laudo de germinação e pureza; o laudo do lote informa o VC que entra na conta de semeadura. Prazos e custo de envio estão na página de entrega e frete.
Projetos de recuperação de pastagem em grande área, mineradoras, concessionárias e obras são atendidos por cotação na página de orçamento para obras e projetos. Dúvidas sobre o talhão certo para a MG5 podem ser tiradas pelo WhatsApp, de segunda a sexta, das 7h30 às 18h.
Perguntas frequentes sobre Semente de Braquiária MG5 Incrustada
Dá para usar a MG5 em integração lavoura-pecuária com milho?
Sim, há resultado com o xaraés. Em estudo feito em São Paulo e citado pela Embrapa Acre, brizantão, piatã e xaraés semeados junto com o milho não reduziram a produção de matéria seca do milho nem a porcentagem de espigas, e o xaraés produziu 5.837 kg/ha de matéria seca no consórcio. Os autores concluíram que as três cultivares podem ser usadas em integração com milho.
Posso trocar um pasto de Marandu que morreu por MG5?
Se a Marandu morreu em pé no período chuvoso, num talhão apenas úmido, a MG5 é a substituição natural dentro do grupo brizantha, porque tem adaptação boa onde a Marandu tem péssima, segundo a Embrapa Acre. Se a área chega a ficar com água parada por dias, suba um degrau e use Humidicola ou Llanero.
A mela-das-sementes prejudica o pasto de MG5?
A Embrapa registra que o Xaraés, por florescer tarde, é suscetível à mela-das-sementes, doença que aparece com umidade alta e frio das frentes frias de outono durante o florescimento e a maturação das sementes. O dano recai sobre a semente em formação; para o capim usado como pasto, o registro da Embrapa é de tolerância a fungos de folha e de raiz.
A MG5 é mais cara que a Marandu?
No site da Selegram, o quilo da MG5 incrustada (R$ 15,97) sai abaixo do quilo da Marandu incrustada (R$ 17,49). Como a quantidade por hectare depende do VC de cada lote, compare o custo por hectare, e não só o preço do quilo.
Qual o pedido mínimo de MG5 na Selegram?
O pedido mínimo é de 50 kg, em sacos de 10 kg ou de 20 kg, que podem ser combinados no mesmo pedido. O pagamento pode ser parcelado em até 10 vezes no cartão, e o frete aparece calculado para o CEP informado.
A semente incrustada de MG5 germina mais que a comum?
A incrustação é um revestimento que melhora a distribuição da semente no plantio. O poder germinativo e a pureza de cada lote estão no laudo, que é a referência para calcular a semeadura.
Fontes e limites desta página
As fontes abaixo sustentam a identificação da cultivar e os critérios técnicos citados. A recomendação final de implantação deve considerar análise de solo, clima, objetivo produtivo, laudo do lote e orientação do responsável técnico. Preço, estoque, embalagem, frete e prazo são confirmados no momento do pedido.
- Embrapa Gado de Corte, Documentos 149: O capim-xaraés (Brachiaria brizantha cv. Xaraés) na diversificação de pastagens de braquiária (Valle et al., 2004)
- Embrapa Acre, Circular Técnica 54: Brachiaria brizantha cv. Piatã, gramínea recomendada para solos bem drenados do Acre (Andrade e Assis, 2010)
- Embrapa Gado de Leite, Circular Técnica 112: Tecnologia e custo de produção de Brachiaria brizantha para uso sob pastejo (Paciullo et al., 2016)
- Figueiredo et al., Embrapa Arroz e Feijão, Produção de massa seca e composição bromatológica da Brachiaria brizantha cv. MG-5 sob doses de nitrogênio e potássio, Fertbio 2006
- Castro et al. Impacts of water stress on Urochloa brizantha forage cultivars. Revista de Agricultura Neotropical, v. 11, n. 2, 2024 (Universidade Federal do Oeste da Bahia)
Revisão editorial: 29 de setembro de 2026.
