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Semente de Braquiária Marandu Incrustada

Urochloa brizantha cv. Marandu

Semente de Braquiária Marandu Incrustada

A braquiária mais plantada do Brasil. Boa produção de massa, alta resistência à cigarrinha-das-pastagens e excelente adaptação a solos de fertilidade média a alta.

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Pedido a partir de 50 kg: combine sacos de 10 kg e 20 kg.

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  • Sementes com laudo de germinação e pureza
  • Semente incrustada, com melhor distribuição no plantio
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Sobre a Marandu

Também conhecida como braquiarão, a Marandu é a forrageira mais difundida na pecuária brasileira. Forma pastagem densa, de bom valor nutritivo e alta resistência à cigarrinha-das-pastagens, o que reduz perdas na seca. Exige solo bem drenado: em áreas de baixada ou com encharcamento periódico há risco da chamada síndrome da morte do capim-marandu, e nesses casos a indicação é Humidicola, Llanero ou MG5. Responde bem à adubação de formação e manutenção.

Guia de escolha e compra

Guia da Braquiária Marandu: quando escolher, como plantar e como comprar

A Braquiária Marandu (Urochloa brizantha, sinônimo Brachiaria brizantha, cv. Marandu) é a forrageira mais plantada nas pastagens brasileiras, também chamada de braquiarão. Foi coletada na região de Marandellas, no Zimbábue, e lançada pela Embrapa em 1984 como alternativa de alta produção de massa e resistência às cigarrinhas-das-pastagens para os cerrados de fertilidade média a boa. Serve para pasto de bovinos de corte e de leite, é bem aceita por equinos e responde bem à adubação fosfatada. O ponto que decide a escolha é a drenagem do terreno: em solo bem drenado, a Marandu costuma se firmar bem; em baixada ou área que encharca no período chuvoso, ela é a mais sensível do grupo e não deve ser plantada ali. A Selegram vende a semente incrustada, com laudo de germinação e pureza, em sacos de 10 kg e 20 kg, pedido mínimo de 50 kg, entrega para todo o Brasil e parcelamento em até 10x.

O que é a Braquiária Marandu e de onde ela veio?

A Marandu é a cultivar de Urochloa brizantha (sinônimo Brachiaria brizantha) mais difundida no Brasil, também chamada de braquiarão. Foi coletada na Estação Experimental de Marandellas, no Zimbábue, introduzida no Brasil por volta de 1967 e lançada oficialmente pela Embrapa Gado de Corte (CNPGC), em Campo Grande (MS), em 1984, depois de avaliações iniciadas em 1977.

O nome Marandu significa novidade em guarani, escolhido para marcar o lançamento da cultivar no cerrado brasileiro. Segundo a publicação de lançamento da Embrapa Gado de Corte (CNPGC, 1984), a planta é cespitosa e robusta, com touceiras de 1,5 m a 2,5 m de altura, colmos iniciais prostrados e afilhos eretos, e inflorescência de até 40 cm com geralmente 4 a 6 rácemos.

A cultivar foi selecionada, entre outros pontos, por sua tolerância a solos ácidos: apresenta boa tolerância a alumínio e manganês e não respondeu de forma significativa à calagem nos ensaios da Embrapa, que recomendam o uso do calcário apenas como fonte de cálcio e magnésio.

Para que finalidades e rebanhos a Marandu é indicada?

A Marandu forma pastagem densa e de bom valor nutritivo, indicada para cria, recria e engorda de bovinos de corte e também para rebanho de leite, em solos de fertilidade média a boa. Segundo a Embrapa, é bem aceita por equinos e não houve registro de fotossensibilização hepatógena em bezerros nos ensaios que originaram a cultivar.

Em experimento de pastejo em condições de cerrado no Mato Grosso do Sul, a Embrapa (CNPGC, 1984) obteve ganho médio de 426 gramas por animal por dia no primeiro ano de uso, com carga inicial de 1,4 UA/ha e final de 2,2 UA/ha; com carga maior, de 1,8 a 2,8 UA/ha, o ganho foi de 384 gramas por animal por dia. Em Planaltina (DF), outro ensaio da Embrapa registrou ganho médio de 600 gramas por animal por dia na estação chuvosa, com carga de 2,0 UA/ha.

Esses resultados colocam a Marandu entre as bases de pasto para recria e engorda no cerrado. Fertilidade do solo, manejo do pastejo e genética do rebanho são os fatores que fazem esse potencial aparecer na fazenda.

Que tipo de solo e fertilidade a Marandu exige?

A Marandu foi lançada para cerrados de fertilidade média a boa e responde bem à adubação, principalmente fosfatada. Em ensaio da Embrapa em Campo Grande (MS), a produção de matéria seca subiu de 8,5 toneladas por hectare, sem adubação, para 20,2 toneladas com 400 kg de fósforo por hectare, em Latossolo Roxo.

A cultivar tolera bem solos ácidos, com boa tolerância a alumínio e manganês, e não respondeu de forma relevante à calagem nos testes da Embrapa (CNPGC, 1984): a produção de matéria seca variou pouco entre solo sem calcário e com 1.000 kg/ha de calcário. Por isso a própria Embrapa recomenda usar o calcário apenas como fonte de cálcio e magnésio, não como corretivo de produtividade.

A Marandu se firma melhor onde há fertilidade razoável, que é onde ela mostra a resposta à adubação descrita acima. Faça a análise de solo antes do plantio para definir a adubação de formação da sua área.

A Marandu aguenta solo encharcado ou baixada?

Não. A Marandu é a cultivar mais sensível do grupo brizantha à chamada síndrome da morte do capim-marandu, que mata touceiras em solo que encharca, mesmo que seja só periodicamente. Para baixada e várzea que alagam, a indicação passa a ser Humidicola ou Llanero; para solo apenas de drenagem imperfeita, a MG5.

A Embrapa Acre classificou seis graus de adaptação de forrageiras às condições que causam a síndrome da morte do capim-brizantão: nessa escala, a Brachiaria humidicola aparece como excelente, o capim-xaraés (MG5) e a Brachiaria decumbens como bom, o capim-piatã como regular, só em solo arenoso bem drenado, e o capim-brizantão, ou seja, a própria Marandu, como péssimo, sem indicação nem em solo arenoso do Acre (Embrapa Acre, Circular Técnica 54, 2010).

O risco não está em qualquer área de cerrado: o problema aparece em terreno com relevo baixo, compactação ou lençol freático alto, onde a água fica parada por dias após a chuva. Antes de plantar Marandu numa área que já teve outra braquiária brizantha morrendo em pé, vale investigar a drenagem local.

A Marandu resiste à cigarrinha das pastagens?

Sim, é um dos pontos fortes da cultivar. Segundo a Embrapa (CNPGC, 1984), a Marandu apresentou alta resistência, por antibiose, às duas cigarrinhas mais importantes dos cerrados na época dos testes: Deois flavopicta e Zulia entreriana, hoje também referida como Notozulia entreriana.

Nos ensaios da Embrapa, a maior parte das ninfas dessas cigarrinhas morria ao se alimentar da Marandu, reduzindo a formação de adultos e os prejuízos à pastagem. A explicação apontada foi a pilosidade densa da bainha das folhas, que forma uma barreira física parecida com a observada em outra forrageira resistente, o Andropogon gayanus cv. Planaltina.

Essa resistência foi um dos motivos que levaram ao lançamento comercial da cultivar e ainda hoje sustenta a recomendação da Marandu para áreas de alta pressão de cigarrinha, desde que o solo seja bem drenado. Isso não vale para a cigarrinha-da-cana, do gênero Mahanarva: no Acre, a Embrapa registrou danos severos de Mahanarva tristis no capim-brizantão, e a Embrapa Gado de Leite relata danos de cigarrinhas desse gênero em algumas regiões.

Como plantar a Marandu: época, profundidade e quantidade de semente?

O plantio é feito por sementes, a lanço ou em linha, em profundidade de 2 cm a 4 cm, e no Brasil Central a melhor época vai de outubro a fevereiro, com pico em novembro e dezembro. A quantidade de semente por hectare depende do valor cultural (VC) do lote, informado no laudo do lote.

No documento de lançamento da cultivar, a Embrapa (CNPGC, 1984) recomendava de 1,5 kg a 2 kg de sementes puras viáveis por hectare, o que correspondia a 6 kg a 8 kg de sementes por hectare com 25% de valor cultural. Hoje, a Embrapa Gado de Leite usa para as braquiárias a conta de 320 pontos de VC no plantio em linha e 520 a lanço, divididos pelo VC do lote: um lote de Marandu com 40% de VC, semeado a lanço, pede 13 kg/ha.

O VC muda de lote para lote, e por isso a conta é refeita a cada compra, com o número do laudo. A Embrapa Gado de Leite trabalha com profundidade de 2 a 6 cm e recomenda passar grade niveladora ou rolo compactador logo depois do plantio a lanço. A semente incrustada tem melhor distribuição no plantio, o que ajuda a espalhar a quantidade calculada de forma uniforme.

Como manejar o pasto de Marandu depois de formado?

A Embrapa Gado de Leite recomenda manter a Marandu com cerca de 30 cm de altura em lotação contínua. No pastejo rotacionado, os animais entram com o pasto entre 30 e 35 cm e saem quando o resíduo chega a 20 cm, com ocupação de um a três dias por piquete, conforme o nível de intensificação.

Nos ensaios históricos de Campo Grande (MS), a Embrapa acompanhou a carga animal: cargas de 1,4 a 2,8 UA/ha mantiveram disponibilidade de forragem entre 4 e 8 toneladas de matéria seca por hectare ao longo do ano (CNPGC, 1984). Em pastagens de Marandu para vacas de leite, adubadas com 100 a 250 kg/ha de nitrogênio na época chuvosa, a Embrapa Gado de Leite relata lotação de 4,5 a 5,7 UA/ha.

A qualidade da forragem se mantém boa mesmo em pastejo intenso: no ensaio de Campo Grande, a proteína bruta da planta inteira ficou entre 5,8% e 7,1% e a digestibilidade in vitro chegou a 68% em amostras de folha, dependendo da época do ano (CNPGC, 1984). Ajustar a taxa de lotação à disponibilidade de forragem da sua área evita tanto o desperdício quanto o superpastejo.

Marandu, MG5, Piatã ou Humidicola: qual escolher?

A escolha entre as brizanthas do catálogo Selegram começa pela drenagem do terreno. Em solo bem drenado e fértil, a Marandu é a mais plantada e a mais resistente à cigarrinha. Em solo que encharca, mesmo periodicamente, a indicação muda para MG5, Humidicola ou Llanero, cultivares com melhor adaptação a esse problema.

Dentro do grupo brizantha, a Braquiária MG5 é a opção para o talhão de drenagem imperfeita, e a Braquiária Piatã tolera um pouco mais de umidade que a Marandu, mas só em solo arenoso e bem drenado. Para baixada e várzea, a Braquiária Humidicola e a Braquiária Llanero, de outra espécie, são as opções mais seguras, com outro porte e outro uso.

CultivarAdaptação a solo que encharcaResistência a cigarrinhasQuando escolher
MaranduPéssima (síndrome da morte do capim-marandu)Alta, por antibiose, a Deois flavopicta e Zulia entrerianaSolo bem drenado e fértil, com histórico de cigarrinha
MG5 (Vitória)BoaXaraés, listado como MG-5, sem resistência desejável em ensaio da EmbrapaTalhão de drenagem imperfeita, sem água parada
PiatãRegular, só em solo arenoso bem drenadoResistente a Notozulia entreriana e Deois flavopicta; suscetível à cigarrinha da canaSolo bem drenado, com florescimento mais precoce
HumidicolaExcelenteTolera o ataque, mas multiplica a pragaBaixada e área alagável

A classificação de adaptação à síndrome vem da Embrapa Acre (Circular Técnica 54, 2010), que avaliou a resposta de cada cultivar em solo de baixa permeabilidade no Acre. Com ela, fica simples separar o talhão de cada cultivar pela drenagem.

Como comprar a semente de Marandu na Selegram?

A Selegram vende a Marandu incrustada em sacos de 10 kg e 20 kg, com pedido mínimo de 50 kg, ao preço de R$ 17,49 por quilo, ou R$ 174,90 o saco de 10 kg. O frete é calculado pelo CEP informado no pedido e a entrega atende todo o Brasil, com parcelamento em até 10x no cartão.

As sementes da Selegram têm laudo de germinação e pureza, e o laudo do lote traz o valor cultural (VC) usado para calcular a taxa de semeadura da sua área. Para pedidos de volume maior, como projetos de recuperação de área, mineradoras, concessionárias e obras, a Selegram atende por cotação específica na página de orçamento para obras e projetos.

O atendimento é feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta, das 7h30 às 18h. É o canal para confirmar disponibilidade de estoque, calcular o frete para sua região e tirar dúvida técnica sobre qual braquiária combina melhor com o seu solo.

Perguntas frequentes sobre Semente de Braquiária Marandu Incrustada

Qual a diferença entre Marandu e braquiarão?

Nenhuma: braquiarão é o apelido popular da Urochloa brizantha cv. Marandu, a braquiária mais plantada no Brasil desde o lançamento pela Embrapa em 1984. Os dois nomes se referem à mesma cultivar, então quem procura semente de braquiarão e quem procura semente de Marandu está buscando o mesmo produto.

Posso plantar Marandu em pasto degradado de outra braquiária?

Pode, desde que o problema da área anterior não tenha sido encharcamento. Se a pastagem antiga morreu com sintomas de amarelecimento e touceiras secando em pé no período chuvoso, é sinal de solo com drenagem ruim, e nesse caso a indicação é trocar para MG5, se o talhão é só úmido, ou para Humidicola e Llanero, onde a água fica parada, em vez de replantar Marandu.

A Marandu serve para produção de leite?

Sim, é usada tanto em pastagem de corte quanto de leite, por ter bom valor nutritivo e boa aceitação pelo gado. Em pastagens de Marandu adubadas com nitrogênio na época chuvosa, a Embrapa Gado de Leite relata lotação de 4,5 a 5,7 UA/ha com vacas de leite.

Em quanto tempo a Marandu forma pasto para o primeiro pastejo?

Uma boa referência vem da Embrapa Acre, que recomenda para o capim-piatã, outra brizantha, o primeiro pastejo entre 70 e 90 dias após a semeadura, com animais leves e por poucos dias, para estimular o perfilhamento. Na Marandu, o momento certo se confirma acompanhando o fechamento do pasto e o enraizamento das touceiras em campo.

Qual o pedido mínimo e como funciona o frete?

O pedido mínimo da Selegram é 50 kg, em sacos de 10 kg ou 20 kg, e o frete é calculado pelo CEP de entrega no momento da compra. A entrega atende todo o Brasil e o pagamento pode ser parcelado em até 10 vezes no cartão.

A semente incrustada da Marandu germina mais que a semente comum?

A incrustação é um revestimento que melhora a distribuição da semente na hora do plantio, deixando o peso e o tamanho do grão mais uniformes para máquinas e semeadoras. A germinação do lote vem informada no laudo de germinação e pureza.

Dá para comprar Marandu para obra ou mineradora em volume maior que 50 kg?

Sim. Para pedidos de volume maior, como recuperação de área degradada, obra, mineradora ou concessionária, a Selegram atende por cotação específica, informada na página de orçamento para obras e projetos. O contato inicial também pode ser feito pelo WhatsApp, no horário comercial de segunda a sexta.

Fontes e limites desta página

As fontes abaixo sustentam a identificação da cultivar e os critérios técnicos citados. A recomendação final de implantação deve considerar análise de solo, clima, objetivo produtivo, laudo do lote e orientação do responsável técnico. Preço, estoque, embalagem, frete e prazo são confirmados no momento do pedido.

Revisão editorial: 29 de setembro de 2026.